segunda-feira, 29 de setembro de 2014

Tokyo Ghoul - Breve Review

Bom, o anime já terminou tem um tempinho, mas resolvi falar sobre ele só agora.



Tokyo Ghoul pode ser considerado um anime decepcionante por muitos, pela grande quantidade de pulos que o anime deu em relação ao mangá. Porém, não deixa de ser um bom anime. Eu, por exemplo, amei o anime! Um dos meus favoritos, mesmo sendo um daqueles animes que só servem para fazer o telespectador ir correndo para o mangá. Tentarei explicar o anime, sem abordar nada a mais que vem do mangá.

Bom, o anime se passa em Tokyo, obviamente, onde o personagem principal vive no 20º distrito, que atualmente vem ocorrendo muitos ataques dos chamados Ghouls. São uma raça que se alimenta de carne humana, e apresentam força sobre-humana e também kagunes, que são espécie de garras que eles utilizam para atacar.

Rize-san e seu kagune
A Ghoul que estava causando tanto rebuliço era chamada de Rize. Logo na primeira cena, ela é mostrada tomando um banho de sangue, e depois abordada por Yamori (Jason) que também é uma das peças-chave do anime. Yamori tenta torturar Rize, que por sua vez consegue escapar e se desfazer do instrumento que Jason queria utilizar para a machucar.
Kaneki (personagem principal) mostra um desejo sobre Rize (ele não sabe que ela é uma Ghoul). Ambos se interessam na mesma autora de livros, e então saem juntos para se conhecer. Rize joga um caô para Kaneki, fazendo com que ele a leve para casa.
Ao chegar em um certo beco, perto de um canteiro de obras, Rize mostra sua verdadeira natureza, e ataca Kaneki. Porém, depois de Kaneki estar quase morto, os ferros do canteiro despencam do alto, caindo em cima de Rize. Ela morre, e logo chega a ambulância que leva os dois à um hospital. O cirurgião transplanta os órgãos de Rize em Kaneki, o tornado em um Ghoul de um olho só.

Kaneki Ken
A história começa a se desenvolver com Kaneki se vendo no meio do muro, onde não é humano, nem ghoul, e sim, metade de cada. Se recusando a cometer o ato de canibalismo, onde precisa devorar carne humana para sobreviver. Ken, encontra uma associação de ghouls, que sobrevivem de café (único alimento humano que eles podem se alimentar) e carne de cadáveres. Assim a história se desenrola, onde aparece o conflito psicológico de Kaneki de ter de comer sua própria espécie, sobreviver à ataques dos investigadores ghouls e a sua investigação do caso Rize.

A animação é muito boa, não costumo ver animes com uma animação tão boa assim. O estúdio é o estúdio Pierrot, o mesmo de Naruto. Atualmente os estúdios tentam nos fazer engolir animações garranchadas, que ainda por cima têm sucesso. A trilha sonora também é genial, elas formam compostas por Yutaka Yamada. As músicas conversam entre si, com uma harmonia perfeita. Parece um corpo com todos os seus órgãos funcionando harmonicamente em uma apresentação de balé. E a música de abertura? Gente, muito boa, sinistra, show, ultra, mega, super maneira! Eu estou quase virando um fã de Ling Tosite Sigure!

Alguns dos pontos fracos do anime foi a censura excessiva. Até parece que uma criança iria estar assistindo um anime de horror à meia-noite. Se o anime passa à meia-noite, então qual o sentido da censura japonesa cair matando no anime se ele é feito pra vermos sangue e desespero? Chegava horas que a censura era tanta que a não dava nem pra entender o que acontecia na cena!


Outro ponto mais visto foi os pulos em relação ao mangá. Eles venderam Kaneki de cabelo branco, então tiveram que pular muita coisa, mudaram a ordem dos acontecimentos para encaixar cerca de 60 capítulos em 12 episódios! Mesmo assim, quem não leu o mangá, não consegue perceber nada de estranho, pois tudo conversa perfeitamente. Só os manga-lovers que ficaram de mimimi. Eu pelo menos prefiro do jeito que está, pois, grande parte dos clichês japoneses foram cortados nestes pulos.

O anime apresenta grandes personagens, porém, só se vê evolução, mudança e foco apenas em Ken, o que me deixa muito irritado as vezes. Touka, Nishiki e Hinami, ainda têm suas personalidades exploradas, mas não tanto quanto mereciam. 

Além dos ghouls, o anime mostra a parte dos investigadores, que buscam pela paz no mundo. Eles basicamente investigam e saem a luta, sem saber se vão poder sobreviver. Para lutar contra os ghouls, os investigadores utilizam a quinque, que é uma mala que imita os kagunes dos ghouls. Eu achei isto genial da parte dom autor, ele misturou tudo num só. Fez o horror, a parte de investigação, personagens carismáticos (Juuzou!!!!) e lutas de tirar o fogo numa só coisa! O meu investigador favorito é o Juuzou. Ele é doidão! Muito doido mesmo! Porém, seu jeito de psicopata-kawaii me irrita, mas ao mesmo tempo o torna meu personagem favorito! 


Mesmo tendo alguns clichês, Tokyo Ghoul é único, nunca passou pela minha cabeça a transformação de alguém para esses seres fantasiosos pela transfusão de órgãos. Seus personagens são únicos, como o Mado, um investigador loucão, Amon, o fanservice-yaoi-bara, o conflito psicológico meio evangelion de Kaneki e muito mais. Pode até alguém falar que Tokyo Ghoul é simples e sem sentido (ás vezes, no anime, parece que Kaneki está só por aí, vivendo suas aventuras na Anteiku), mas se pegar o mangá, você descobre muita coisa. É impressionante ver, no mangá, que cada coisa teve seu sentido, [SPOILER] até a morte de Rize teve o seu porquê [/SPOILER]. Porém, há grandes rumores de uma segunda temporada. Que supostamente estreará em Janeiro do próximo ano. O anime fez muito sucesso, vendeu muito, e com as bobagens que fizeram com a primeira temporada (ficou claro que o anime era daqueles que só servem pra fazer a pessoa querer ler o mangá), o diretor provavelmente vai poder consertar todos os erros com na próxima temporada!

Animação: 9
História: 10
Direção: 8
OST: 10

MÉDIA: 9,25

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